|
No final de 2000 iniciamos de forma pioneira no Brasil, no tratamento de varizes através de um método conhecido como Laser Endovenoso ou EVLT (Endovenous Laser Treatment) . Este procedimento, utilizado na América do Norte e Europa desde 1998, consiste na introdução de uma fibra óptica condutora de laser no interior da veia varicosa, especialmente as safenas, através de uma punção dirigida por ultra-som. Dessa forma e, sempre com a orientação de imagens geradas pelo ultra-som, o laser é disparado no interior da veia, produzindo seu fechamento. Esta técnica permite o tratamento da insuficiência da veia safena magna e parva bem como de outras veias varicosas, em regime ambulatorial, com anestesia local mesmo em pacientes de pele negra, idade avançada ou com graves alterações tróficas na pele, tais como fibroses cicatriciais, dermatosclerose e úlceras em atividade.
A manutenção de uma veia insuficiente e o conseqüente refluxo acarreta no aumento da pressão venosa. A cirurgia de varizes se caracteriza pela retirada das veias doentes através de ganchos ou através do uso de um instrumento chamado fleboextrator, que serve para a proceder a retirada da veia safena. O tratamento a Laser (EVLT) se diferencia por não haver a retirada da veia insuficiente, e sim o tratamento endovenoso, causando a lesão da parede e seu fechamento. Deste modo apresenta algumas diferenças em relação à cirurgia convencional : É realizado com anestesia local É realizada em caráter ambulatorial (sem internação) Não há necessidade de repouso após o procedimento
Tanto a cirurgia convencional (já utlilizada há tempo e reconhecidamente funcional), quanto a cirurgia endovenosa apresentam ótimos resultados, quando bem indicadas e realizadas por profissionais treinados e competentes.
O Laser no tratamento de pacientes com Úlcera Venosa O EVLT (Endovenous Laser Treatment), é um procedimento minimamente invasivo realizado com laser de diodo por meio de uma fibra óptica introduzida no interior da veia. É utilizado no tratamento de varizes de médio e grande calibre, com ou sem apelo estético e no tratamento das úlceras da perna decorrentes de varizes. Nos casos de insuficiência venosa, o laser "seca" a veia com mal funcionamento, melhorando a dinâmica circulatória. Esta técnica é feita ambulatorialmente, sem necessidade de anestesia raquidiana ou peridural. Além disso, nos casos de úlcera, o laser diodo pode ser aplicado com baixa energia diretamente na ferida, reduzindo o número de bactérias no local e facilitando a cicatrização. Os dois procedimentos podem ser usados ao mesmo tempo, agilizando o processo de cura.
No tratamento convencional, os pacientes devem ficar em repouso, com as pernas elevadas e usar bandagens com medicamentos que ajudam na cicatrização. Somente depois que as feridas estiverem fechadas é possível indicar a cirurgia. Neste caso, há necessidade de internação e anestesia raquidiana ou peridural, pois a veia com "mal funcionamento" é retirada da perna do paciente.
Estudos nacionais apontam que 1,5% a 2,6% da população apresentam úlcera, aberta ou cicatrizada. A incidência é maior nas mulheres e pacientes com mais de 60 anos. Mas a doença pode se manifestar na faixa etária de 20 anos a 50 anos, provocando marginalização social, afastamento do trabalho e até invalidez. Somente no Brasil, se estima que existam 2 milhões de aposentados que recebem o auxílio-doença. por causa da úlcera varicosa. De acordo com pesquisas da Organização Mundial de Saúde a freqüência destas úlceras equivale à do câncer e do diabetes.
|